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Equiparação das uniões homossexuais com o matrimônio

Qui, 12 de Maio de 2011

aliancasO problema da equiparação da união homoafetiva ao matrimônio é muito mais complexo do que a questão de viabilizar às uniões homossexuais direitos previdenciários ou possibilidade de herança ou questões relacionadas com acesso de parceiros sexuais a planos de saúde; a equiparação nos coloca diante da possibilidade de falsear a verdade natural do que representa a instituição familiar. O Catecismo da Igreja Católica nos recorda que “compete a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual. A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais orientam-se para os bens do matrimônio e para o progresso da vida familiar. A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como são vividos, entre os sexos, a complementaridade, a necessidade mútua e o apoio recíproco” (CIC 2333). Com isso o Catecismo só afirma aquilo que é constatável na relação esponsal de onde de modo natural origina-se a família. Tal realidade nos coloca diante da verdade natural de que de uma relação homoafetiva não pode advir de modo natural a constituição de uma família, não sendo portanto possível equiparar uma relação com a outra, pois são relações de ordem completamente diferentes.

Com isso a Igreja não se coloca numa posição preconceituosa, o mesmo Catecismo nos exorta em relação aos homossexuais a acolhê-los “com respeito, compaixão e delicadeza. Evitando-se em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta.” (CIC 2358). Como justiça é, segundo definição do jurista romano Ulpiano (sec. II), “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, não consideramos que a união homoafetiva goze das mesmas características e prerrogativas que uma união conjugal, portanto o “suum” jurídico do matrimônio é e sempre será distinto de um “suum” da relação homoafetiva. Diante disso devemos fazer distinção de natureza entre uma relação e outra ao invés de equiparação. Em toda analogia realizada entre as duas relações encontraremos mais dissonâncias do que consonância.

A CNBB, em nota recente, recorda diante do ocorrido que “é atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.” (Nota da CNBB sobre decisão do STF para união homoafetiva).

Pe. Eduardo Peters

Comentários  

 
+3 #9 17-05-2011 11:25
Parabéns Pe Eduardo, é uma pena que, com certeza nossos "juristas" não lêem essas notas, pois, se envergonhariam em ter assinado por unanimidade tal proposta, e, citar o Catecismo da Igreja Católica, coitados, eles não conhecem, assim também como não sabem hoje determinar o próprio sexo,nem tampouco conhecem a Bíblia Sagrada.
 
 
+1 #8 15-05-2011 15:17
Gostei do texto. Parabéns! É bom lembrar tambem que um bom pai e uma boa mãe preocupam-se sempre com o melhor para seus filhos. Estão sempre ensinando o que é correto, mesmo que isso às vezes lhes custe um pouco. Da mesma forma, a Igreja, mãe exigente que é e preocupada com a felicidade verdadeira de seus filhos, ensina a castidade para as pessoas com tendências homossexuais, mas, também, aos solteiros heterossexuais e casais. Em cada estado de vida temos nossos desafios... Mas colheremos os frutos, pois Deus é fiel!
 
 
+5 #7 14-05-2011 22:21
@Adriano: Prezado Adriano, compreensível seu ponto de vista, no entanto, me parece por demais injusto. É bem verdade que alguns filhos da Igreja cometeram gravíssimos erros ao longo da história. No entanto, ela se mantém de pé, porque é de origem divina e porque - não podemos ignorar - uma multidão ainda maior dos seus filhos foram fiéis ao Evangelho, dando a vida por Cristo. Há feridas graves ainda na Igreja Católica, que precisam ser curadas. O Papa e nós reconhecemos isso, mas estamos aqui, dispostos a sermos colaboradores na cura delas. Se por acaso, em algum momento, vc quiser se juntar a nós, será muito bem-vindo. Até...
 
 
-13 #6 13-05-2011 16:46
A Igreja católica e o seu catecismo não tem validade moral para nada, pois os seus sacerdotes são homossexuais pervertidos e o seu PAPA permite a pedofilia no seio da Igreja, sem puni-los.
Familias Católicas na europa estão processando a Igreja Católica pelas mentiras de mais de vinte séculos.
Seus sacramentos são dados por mãos imundas de perversão sexual, logo não são válidos, porque Deus não é o Pai da mentira. Acaba aqui a mentira do magistério infalivel, a mentira da infalibilidade papal.
 
 
+6 #5 13-05-2011 15:12
A decisão de uns poucos - no Judiciário - não representa o pensamento de toda a sociedade que, acredito, em sua maioria, ainda é pela defesa da instituição famíliar, constituída pelo casal (homem e mulher). Parabéns à Igreja que, na pessoa do Pe. Eduardo se manifesta com clareza, respeito e firmeza.
 
 
+7 #4 13-05-2011 09:40
Obrigada à Igreja, e neste caso, ao Pe. Eduardo que se posiciona e explica citando referências documentais dos motivos pelos quais as uniões homossexuais não são equiparadas ao matrimônio.
Intensifiquemos nossas orações por nossos governantes que permitem a aprovação de Projetos de Lei, descaracterizan do assim a função do poder legislativo.
 
 
+6 #3 13-05-2011 05:55
Ninca entendi essa luta por 'direitos", pois o "casal" pode comprar um apto em nome dos dois,um deles pode pagar o plano de saude do outro, adotar um filho em nome de um deles etc, etc, etc
Em tempo, a idéia de adoção é terrivel para o adotado. O objetivo da luta é mais um meio de agredir a sociedade. Ademnais este assunnto não deveria ser alvo nem dos parlementares. pela gravidade devia ser alvo de um PLEBISCITO junto com a questão da PRISÃO PERPÉTUA
Já o Judiciário deveria (pois está atrasadissimo) cuidar da reforma do Código Penal (de 1940) com absurdos como maioridade penal aos 18 anos, liberdaqde quando cumpridos 1/6 (eu disse um sexto) da pena,dezenas de possibilidades de recursos,lentid ão excessiva nos julgamentos, etc etc. Recife, 13 ;maio/2011
 
 
+11 #2 13-05-2011 00:08
É importante a Igreja,neste caso, na pessoa do Padre Eduardo, manifestar nestas questões polêmicas, sem perder de vista o respeito. Parabéns!!!!
 
 
+9 #1 12-05-2011 18:04
Parabéns à Igreja por manter-se com homens e mulheres corajosos e nada relativistas!
 

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